Adrien - Quinta-feira 21 Maio 2026

☀️ Um vislumbre de esperança contra os poluentes eternos

Os poluentes eternos, ou PFAS, são conhecidos por sua notável estabilidade: eles resistem à degradação como poucas outras substâncias. Mas uma descoberta recente pode mudar esse cenário.

Cientistas demonstraram, de fato, que uma exposição à luz ultravioleta muito intensa é suficiente para desencadear sua destruição, sem o uso de aditivos químicos. Esse avanço oferece um caminho promissor para finalmente se livrar dessas moléculas persistentes.


Representação molecular de um ácido perfluorooctanossulfônico, categorizado como PFAS.
Crédito: University of Nebraska - Lincoln

Esses poluentes são encontrados em toda parte no meio ambiente: água potável, embalagens de alimentos, até no sangue humano. Seu apelido de "poluentes eternos" vem de sua estrutura química extremamente estável, que lhes permite persistir por décadas. Os métodos atuais muitas vezes se limitam a filtrá-los, sem eliminá-los definitivamente.


Os pesquisadores observaram que, sob o efeito de uma luz UV de alta energia, a água se decompõe em radicais de hidrogênio, que então atacam as moléculas de PFAS.

Esses radicais de hidrogênio são extremamente reativos: eles arrancam os átomos de flúor dos PFAS, enfraquecendo progressivamente a molécula. Esse processo a fragmenta em compostos menores e menos persistentes. O estudo mostra que a eficiência é máxima para comprimentos de onda inferiores a 300 nanômetros.

As implicações para o tratamento da poluição são importantes. Como explica o professor associado Zongsu Wei, da Universidade de Aarhus, que liderou a pesquisa, compreender esse mecanismo permite conceber tecnologias que realmente destroem os PFAS, em vez de apenas deslocá-los. Os métodos atuais, como a filtração em carvão ativado, apenas transferem o problema.

Apesar desse avanço, os pesquisadores permanecem cautelosos. O processo de degradação ainda é lento e pode gerar compostos intermediários. Não se trata de uma solução imediata, mas de um passo fundamental. Ao identificar um verdadeiro motor químico de destruição dos PFAS, a ciência ganha uma direção clara para desenvolver métodos eficazes e sustentáveis.

Fonte: Environmental Science & Technology
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