Adrien - Sexta-feira 23 Janeiro 2026

⚛️ Um reator nuclear na Lua para 2030

Uma base lunar alimentada por energia nuclear: eis o novo objetivo da NASA. A agência espacial norte-americana está atualmente a trabalhar na instalação de um reator na Lua até 2030, um projeto que pode reconfigurar as modalidades da exploração espacial.

Esta ambição insere-se diretamente no programa Artemis, cujo objetivo é estabelecer uma presença humana sustentável no nosso satélite natural. Uma ordem executiva recente definiu formalmente este objetivo para a próxima década, o que levou a NASA e o Departamento de Energia dos Estados Unidos a reforçarem a sua cooperação. Estas duas entidades assinaram mesmo um acordo para desenvolver as tecnologias necessárias, com o objetivo de lançar o reator em direção à Lua em 2030.


Impressão artística de dois astronautas a trabalhar na Lua durante as operações Artemis.
Crédito: NASA


O recurso à energia nuclear não é fruto do acaso. Para missões de longa duração na Lua ou em Marte, um reator de fissão apresenta vantagens maiores. É capaz de produzir eletricidade de forma contínua durante vários anos sem necessitar de reabastecimento frequente. Além disso, funciona independentemente da luz solar, ao contrário dos painéis solares.

Esta colaboração entre a NASA e o Departamento de Energia já tem uma longa história. Há mais de meio século, trabalham em conjunto em sistemas nucleares espaciais. Por exemplo, muitas sondas robóticas, como a Cassini em torno de Saturno ou os rovers Curiosity e Perseverance em Marte, utilizaram geradores termoelétricos de radioisótopos para obter energia.

O administrador da NASA, Jared Isaacman, indicou que esta abordagem é primordial para preparar as próximas fases da exploração espacial, nomeadamente as missões a Marte.

Atingir este objetivo exigirá avanços tecnológicos notáveis, mas traça o caminho para uma nova era de exploração. Se este projeto se concretizar, pode servir de modelo para outros habitats espaciais, permitindo que os astronautas vivam e trabalhem na Lua de forma autónoma graças a uma fonte de energia fiável e duradoura.

Os obstáculos técnicos e logísticos continuam a ser muitos, mas os benefícios potenciais são consideráveis. Uma infraestrutura deste tipo poderia não só apoiar bases lunares, como também facilitar viagens para destinos mais distantes, fornecendo uma base energética sólida para a exploração humana para além da órbita terrestre.

O programa Artemis e os seus objetivos lunares


O programa Artemis é uma iniciativa da NASA que visa levar humanos de volta à Lua, com a ambição de lá estabelecer uma presença permanente. Lançado na década de 2020, prevê missões tripuladas para explorar a superfície lunar, começando pelo Polo Sul, onde pode existir gelo de água.


Estas missões servirão de trampolim para as futuras viagens a Marte, permitindo testar tecnologias e métodos de vida no espaço profundo. O Artemis envolve também parcerias internacionais e comerciais, com várias empresas privadas a contribuir para o desenvolvimento de veículos e habitats.

Um elemento importante do programa é a construção de uma estação espacial em órbita lunar, chamada Gateway, que servirá de ponto de passagem para as descidas à Lua. Esta arquitetura permitirá missões mais flexíveis e repetidas do que eram os programas Apollo.

A longo prazo, o Artemis tem como objetivo criar uma economia lunar sustentável, com a exploração de recursos locais para reduzir a dependência da Terra. Isto inclui a utilização do regolito lunar para construção e produção de energia, sendo tudo apoiado por sistemas como os reatores nucleares para garantir autonomia energética.

Fonte: NASA
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