Adrien - Sexta-feira 20 Março 2026

💧 A proveniência da água potável ligada à doença de Parkinson

Pesquisadores investigaram como a fonte geológica e a antiguidade das águas subterrâneas, que abastecem nossas redes de água potável, podem estar ligadas à doença de Parkinson.

Cientistas conduziram esta análise a partir de informações de 21 grandes aquíferos norte-americanos. Seu trabalho, apresentado durante o 78º encontro anual da American Academy of Neurology, examina se a qualidade da água, determinada por sua origem, pode ter um efeito sobre o risco de distúrbios cerebrais. Eles compararam sistemas municipais e poços privados para identificar tendências.


Os aquíferos, esses reservatórios naturais de água sob a superfície, apresentam características diversas. Os aquíferos carbonáticos, amplamente compostos de calcário, permitem que a água circule rapidamente através de fissuras e canais. Essa configuração os torna mais sensíveis a contaminantes superficiais. Em oposição, os aquíferos glaciais, formados há mais de 12.000 anos, são constituídos de areia e cascalho, onde a água se move lentamente e é filtrada naturalmente ao longo do tempo.


Os resultados mostram que as pessoas que usam água proveniente de aquíferos carbonáticos têm um risco 24% maior de desenvolver a doença de Parkinson em comparação com aquelas cuja água vem de outros tipos de aquíferos. Quando comparados especificamente com os aquíferos glaciais, esse risco chega a 62%. Esses números foram obtidos após ajuste para idade, sexo, renda e poluição do ar.

Nos aquíferos carbonáticos, a água mais antiga parece oferecer um certo nível de proteção. Para cada aumento de um desvio padrão na antiguidade da água no aquífero, o risco da doença diminui cerca de 6,5%. Além disso, a água que entrou no sistema nos últimos 75 anos está associada a um risco 11% maior em comparação com a água datada de mais de 12.000 anos. Esses elementos indicam que a "juventude" da água subterrânea pode ser um parâmetro a ser considerado.

Esses resultados destacam a necessidade de conhecer a proveniência da nossa água potável, seja através dos serviços públicos locais ou das agências para poços privados. Embora sejam necessárias investigações complementares, esta pesquisa oferece novos caminhos para entender as influências ambientais sobre a saúde.

Este estudo baseia-se na hipótese de uma exposição uniforme para todos os habitantes que vivem perto dos locais de amostragem. As diferenças individuais nas fontes de água ou nos níveis de exposição não foram medidas diretamente. Assim, as conclusões devem ser interpretadas com cautela, aguardando verificações adicionais.

Fonte: American Academy of Neurology
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