Um estudo publicado na
Science revela que as crianças que se destacam muito cedo geralmente não estarão entre os adultos mais bem-sucedidos.
Uma equipe internacional examinou as trajetórias de 34.839 pessoas de alto desempenho, como vencedores do Prêmio Nobel, medalhistas olímpicos, grandes mestres de xadrez e compositores de música clássica. Cruzando essas informações, os pesquisadores identificaram padrões comuns em setores muito diferentes.
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Os indivíduos que atingem a excelência mundial geralmente apresentam uma progressão lenta e constante durante a juventude. Eles não estavam entre os melhores de seu grupo etário e muitas vezes praticaram várias atividades antes de se especializar. Essa exploração aparece como uma etapa determinante, em vez de um obstáculo.
Três caminhos são propostos para esclarecer esse resultado. O primeiro indica que testar diferentes áreas aumenta as chances de encontrar aquela que melhor corresponde às suas aptidões. A segunda destaca que a aprendizagem diversificada fortalece as capacidades gerais, o que facilita posteriormente o progresso em um campo escolhido. Por fim, a diversificação limita os riscos ligados a uma especialização muito precoce, como o esgotamento ou as lesões.
Essas descobertas levam a considerar de maneira diferente o acompanhamento dos jovens. Em vez de uma especialização apressada, parece mais favorável incentivá-los a cultivar duas ou três paixões, mesmo que pareçam distantes. A trajetória de Albert Einstein, físico e violinista, é uma ilustração disso.
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Essa perspectiva pode ter um impacto nas políticas educacionais e esportivas. Priorizando a exploração e o crescimento a longo prazo, aumentaríamos as possibilidades de ver se desenvolverem talentos excepcionais em vários setores.
Fonte: Science