Adrien - Domingo 18 Janeiro 2026

🧠 Pesquisadores conseguem fundir química e eletrônica: eis a computação neuromórfica

Cientistas estão investigando como certos compostos químicos poderiam formar uma ponte entre a eletrônica tradicional e o funcionamento cerebral. Tal avanço poderia revolucionar nossa concepção de computadores, aproximando-os dos princípios da vida.

Uma equipe do Instituto Indiano de Ciências deu um passo significativo nessa direção. Ela desenvolveu dispositivos moleculares capazes de modificar seu papel eletrônico de acordo com os estímulos recebidos. Um pesquisador envolvido explica que essa capacidade de adaptação ainda é rara entre os materiais eletrônicos convencionais. Neste trabalho, a química e a computação se encontram diretamente, o que abre a porta para novas funcionalidades.


Configuração experimental de um dispositivo molecular adaptável.
Crédito: CeNSE, IISc


Essa flexibilidade vem diretamente da química empregada. Os pesquisadores sintetizaram complexos de rutênio, onde leves alterações de forma ou do ambiente iônico modificam o comportamento dos elétrons, o que permite um uso em eletrônica. Ajustando as moléculas, um único dispositivo pode gerar respostas distintas.

A adaptabilidade dessas moléculas permite fundir memória e computação dentro de um material único. Isso abre a perspectiva de hardware neuromórfico onde a aprendizagem está diretamente inscrita na matéria. Poderíamos assim imaginar chips de inteligência artificial menos famintos por energia e dotados de uma forma de inteligência intrínseca.

Os pesquisadores agora estão trabalhando para integrar esses materiais em chips de silício. A ambição é desenvolver sistemas computacionais futuros que se inspirem diretamente no cérebro. Como destaca um coautor, a química aqui assume o papel de arquiteta da computação, e não se limita ao de simples fornecedora.

Fonte: Advanced Materials
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