Adrien - Quinta-feira 4 Junho 2026

🌘 A Nasa revela as dimensões surpreendentes de sua futura base lunar

A Nasa acaba de revelar um projeto surpreendente: uma base lunar cobrindo várias centenas de quilômetros quadrados. Instalado perto do polo sul do nosso satélite, este posto avançado habitado deverá ser construído dentro de cerca de dez anos. Sua área, muito maior do que se imaginava, tem motivos para causar espanto.

Esse tamanho imponente não era um objetivo inicial, mas emergiu naturalmente das diversas necessidades de tal estabelecimento. Os habitats terão que se situar em colinas ensolaradas, enquanto os sistemas nucleares de alimentação devem ficar a pelo menos um quilômetro de distância por razões de radioproteção. Cada elemento, ao se juntar, dá origem a uma verdadeira pequena cidade extraterrestre.


Impressão artística de um drone MoonFall da Nasa ajudando a delimitar o perímetro da base lunar prevista.
Crédito: Nasa


A base será construída em três fases. A primeira, até 2029, visa coletar informações detalhadas e garantir um acesso confiável à superfície lunar. A segunda, de 2029 a 2032, estabelecerá uma capacidade operacional inicial. Por fim, a terceira fase, após 2032, permitirá uma presença semipermanente de tripulações.

Para explorar a região antes da construção, drones MoonFall serão implantados. Esses pequenos robôs saltadores partirão em 2028 a bordo de um lander da Firefly Aerospace. Eles também poderão marcar os limites da futura base, ajudando a identificar as áreas de interesse científico e os locais das infraestruturas.

Os astronautas da Artemis usarão grandes rovers chamados LTV, produzidos pela Astrolab e Lunar Outpost. Esses veículos podem operar de forma autônoma, pousar antes das missões tripuladas e se juntar às tripulações no seu local de pouso. O objetivo é ter pelo menos um LTV no polo sul antes da chegada da Artemis 4 no final de 2028.


Este esquema da Nasa ilustra as três grandes etapas do programa Moon Base, de 2026 a 2032, desde os rovers não pressurizados até a base permanente.
Crédito: Nasa

Paralelamente, a China também planeja uma base lunar. Autoridades americanas destacam a importância de chegar primeiro para estabelecer "normas de comportamento responsável". O diretor da Nasa, Jared Isaacman, enfatizou a necessidade de explorar primeiro, respeitando o Tratado do Espaço, esperando reciprocidade.

Os contratos recentes da Nasa incluem 75 milhões para a Firefly, 219 milhões para a Astrolab e 220 milhões para a Lunar Outpost. A Blue Origin receberá 234 milhões para entregar os rovers através do seu lander Blue Moon. A missão Artemis 3, um teste de acoplagem em órbita, está prevista para meados de 2027, marcando uma etapa chave rumo a este posto avançado lunar.

O gelo de água no polo sul da Lua



O polo sul lunar abriga imensas reservas de gelo de água, presas há bilhões de anos nas crateras perpetuamente sombreadas. Este recurso é precioso para uma base permanente: pode fornecer água potável, oxigênio para respiração e hidrogênio para o combustível de foguetes. Sua exploração reduziria consideravelmente os custos de transporte da Terra.

Os cientistas estimam que a quantidade de gelo pode chegar a vários bilhões de toneladas. No entanto, sua distribuição exata permanece incerta, daí a importância das missões de reconhecimento como os drones MoonFall. Extrair e tratar este gelo no local é um desafio tecnológico importante, mas os benefícios potenciais para a exploração lunar futura são imensos.

A presença de água permitiria não apenas sustentar a vida, mas também produzir combustível para missões mais distantes, como para Marte. A base lunar serviria assim como um posto de abastecimento interplanetário, tornando a exploração do Sistema Solar mais econômica.

Fonte: Nasa
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