Adrien - Segunda-feira 23 Fevereiro 2026

🦴 Esta proteína influenciaria os ossos dos homens (mas não das mulheres)

De acordo com um estudo recente, o fígado teria um papel até então pouco conhecido na saúde óssea, mas apenas nos homens.

O estudo realizado na Universidade McGill e publicado na Matrix Biology revelou que uma proteína produzida no fígado ajudou a regular o crescimento dos ossos em camundongos machos, mas não em camundongos fêmeas. Esta descoberta poderia explicar por que homens com doença hepática são mais propensos a sofrer perda óssea.


Imagem ilustrativa Pexels
Esta proteína, a fibronectina plasmática, está naturalmente presente no sangue em quantidade maior nos homens do que nas mulheres, sua concentração diminui quando o fígado é lesionado, e ela se acumula nos ossos para modular a formação óssea. Assim, os homens dependeriam mais desta proteína do que as mulheres para a manutenção de sua resistência óssea.

"Cerca de 60% dos casos de osteoporose em homens estão relacionados a problemas de saúde subjacentes", indica Mari Tuulia Kaartinen, professora associada da Faculdade de Medicina Dentária e Ciências da Saúde Oral da Universidade McGill e autora principal do estudo. "Nossos resultados sugerem que esta proteína pode ser um dos elos biológicos entre as doenças hepáticas e a perda óssea."

Um mecanismo que difere de acordo com o sexo



A osteoporose sempre foi considerada uma doença relacionada ao envelhecimento e aos processos internos do osso, e é mais frequentemente associada às mulheres. Pelo menos uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens sofrerão uma fratura devido à osteoporose durante a vida.

"Sabemos que as mulheres perdem massa óssea em grande parte devido às mudanças hormonais relacionadas à menopausa, mas os homens também perdem, especialmente após os 50 anos, mas não se sabe exatamente por quê", explica a professora Mari Tuulia Kaartinen.

Durante experimentos em laboratório, a equipe de pesquisa desativou o gene da fibronectina no fígado, impedindo assim que a proteína fosse liberada no sangue. Sem esta proteína, a resistência dos ossos tendia a ser menor nos camundongos machos.

"Aqui está outro exemplo que mostra que as doenças podem se desenvolver de forma diferente de acordo com o sexo", esclarece Mari Tuulia Kaartinen. "É essencial levar mais em conta as diferenças biológicas na pesquisa médica para definir abordagens mais precisas em termos de prevenção e cuidados."

Mais amplamente, o estudo vem apoiar a hipótese cada vez mais difundida de que a osteoporose não seria uma afecção que afeta apenas os ossos, mas sim o corpo inteiro, acrescenta ela.

Fonte: Universidade McGill
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