Adrien - Segunda-feira 30 Março 2026

đŸ’« A dança oval de um buraco negro e uma estrela de nĂȘutrons

Como os buracos negros e as estrelas de nĂȘutrons se aproximam antes de se fundirem? Suas Ăłrbitas eram atĂ© agora supostas como circulares, com uma aproximação em espiral antes do contato final. Uma observação recente questiona nosso conhecimento, e isso muda tudo, inclusive sobre a massa do objeto resultante da fusĂŁo.

Esta descoberta Ă© fruto da anĂĄlise das ondas gravitacionais captadas por instrumentos como o LIGO e o Virgo. O sinal, batizado de GW200105, provĂ©m de uma fusĂŁo ocorrida a cerca de 910 milhĂ”es de anos-luz, envolvendo um buraco negro e uma estrela de nĂȘutrons.


Uma ilustração de um binĂĄrio excĂȘntrico estrela de nĂȘutrons-buraco negro. A trajetĂłria da estrela de nĂȘutrons estĂĄ em azul e o movimento do buraco negro em laranja enquanto os dois objetos orbitam um ao outro.
Crédito: Geraint Pratten, Royal Society University Research Fellow, University of Birmingham


Para examinar as Ăłrbitas antes da fusĂŁo, uma equipe utilizou um modelo desenvolvido na Universidade de Birmingham. Os pesquisadores investigaram as oscilaçÔes, ou "precessĂŁo", e constataram sua ausĂȘncia, o que revela uma trajetĂłria oval em vez de circular. A forma elĂ­ptica da Ăłrbita indica que o sistema nĂŁo evoluiu de forma isolada. Os cientistas estimam que ele foi influenciado por outras estrelas ou por um terceiro objeto, o que altera os cenĂĄrios de formação desses pares.

Partindo do princĂ­pio inicial de Ăłrbitas circulares, a massa do buraco negro resultante da fusĂŁo era estimada em cerca de 9 massas solares. Os novos cĂĄlculos, baseados na Ăłrbita oval, revelam uma massa maior, em torno de 13 massas solares.

Publicados na The Astrophysical Journal Letters, estes resultados descrevem vårios caminhos possíveis para a formação desses sistemas binårios. Em breve, novas detecçÔes de ondas gravitacionais poderão confirmar esses modelos. Os pesquisadores esperam aprender mais sobre as condiçÔes de nascimento desses pares extremos, abrindo caminho para uma astronomia mais precisa e dinùmica.

Fonte: The Astrophysical Journal Letters
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