A bordo da ISS, a astronauta francesa Sophie Adenot realizou o experimento ChlorISS, no qual ela cultivou plantas. Mas, no espaço, uma planta cresce da mesma forma que na Terra?
No espaço, as plantas têm quase as mesmas necessidades que na Terra para crescer: água, luz, ar e nutrientes. Os astronautas, portanto, colocam as sementes em pequenos sistemas de cultivo especialmente projetados para funcionar em microgravidade. Como a água não "cai" para baixo na ISS, ela pode formar bolhas flutuantes.
Antes, na Terra, os cientistas precisam controlar com muita precisão a quantidade de água enviada às sementes para evitar que elas se afoguem... ou que sequem.
Quando uma semente começa a germinar, uma pequena raiz aparece primeiro. Na Terra, as raízes crescem naturalmente para baixo devido à gravidade. Mas no espaço, não existe mais um "cima" ou "baixo" de verdade! As plantas precisam, então, usar outras referências para se orientar, como a luz ou a umidade. É por isso que as lâmpadas são muito importantes nos experimentos de botânica espacial: elas servem ao mesmo tempo como um pouco de "sol" e de bússola.
Com o passar dos dias, a planta desenvolve suas folhas. Inicia-se o processo chamado fotossíntese: a planta produz sua energia por meio da luz. Os astronautas podem então fazer muitas observações: as raízes crescem de forma diferente? As folhas são menores? A planta produz tanto oxigênio quanto na Terra? Todas essas experiências ajudam a entender como a vida se adapta no espaço.
Essas pesquisas são muito úteis para preparar futuras missões longas para a Lua ou Marte. Um dia, os astronautas provavelmente precisarão cultivar parte de sua própria comida. As plantas também podem ajudar a produzir oxigênio, reciclar água e até melhorar o humor das tripulações. Afinal, ver um pouco de verde quando se vive em uma estação metálica a 400 quilômetros acima da Terra, deve fazer bem!
Fonte: CNES