Adrien - Sexta-feira 20 Fevereiro 2026

💧 Beber água fria realmente faz gastar mais calorias?

O truque circula regularmente: beber água fria faria queimar calorias. O raciocínio parece simples: o organismo deve aquecer a água até à temperatura corporal, o que requer energia. O princípio assenta efetivamente num mecanismo fisiológico real, mas qual é o seu impacto medido?

O corpo humano mantém a sua temperatura interna em torno dos 37 °C. Quando uma pessoa bebe água a 10 °C, por exemplo, o organismo deve compensar essa diferença térmica e esse aquecimento mobiliza energia. O fenômeno insere-se na termorregulação, um processo permanente que visa estabilizar o equilíbrio térmico.


Imagem de ilustração Pixabay

O cálculo energético é relativamente simples. Aquecer 500 mL de água de 10 °C a 37 °C requer 13,5 quilocalorias. Esta estimativa baseia-se nos princípios termodinâmicos clássicos. Relacionada com as necessidades médias diárias, situadas entre 1.800 e 2.500 quilocalorias consoante a idade e a atividade, esta despesa mantém-se modesta.


Convém também distinguir a despesa relacionada com o aquecimento da água e aquela associada ao metabolismo global. O corpo adapta permanentemente a sua produção de calor em função do ambiente, da alimentação e da atividade física. O impacto calórico da água fria permanece marginal neste conjunto.

Beber água, fria ou à temperatura ambiente, apresenta, no entanto, outros benefícios. Uma hidratação adequada contribui para o bom funcionamento metabólico e para a regulação do apetite. Substituir bebidas açucaradas por água permite sobretudo reduzir o aporte energético global.

Beber água fria leva, portanto, a um ligeiro gasto energético relacionado com a termorregulação. No entanto, este gasto mantém-se baixo e não constitui uma alavanca significativa de perda de peso. O principal interesse da água permanece no seu papel essencial na hidratação e no equilíbrio fisiológico.
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